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sábado, 16 de agosto de 2014

O passado é um lugar - Tana French



Em 1985, Frank Mackey tinha 19 anos e crescia na parte pobre de Dublin, vivendo amontoado no pequeno apartamento com sua família em Faithful Place. Mas ele tinha sua cabeça em outro lugar. Ele e Rosie Daly estavam prontos para fugir para Londres juntos. Casaria, conseguiria um bom emprego e romperia de vez com a vida de pobreza e o trabalho pesado na fábrica. Mas na noite de inverno, quando eles deveriam partir Rosie não apareceu. Frank tinha certeza de que ela tinha desistido, terminando tudo com ele por causa de seu pai alcoólatra e sua mãe instável. Frank nunca voltou para casa. Nem Rosie.

Todo mundo achava que ela tinha ido para a Inglaterra por si própria e estava vivendo uma vida nova e brilhante. Então, 22 anos depois a mala de Rosie aparece atrás de uma lareira de uma casa abandonada em Place Fiel, e Frank terá de voltar para casa, gostando ou não.

Frank se encontra preso de volta em linha reta a um emaranhado de relações que ele deixou para trás. Os policiais que trabalham no caso querem ele fora do caminho. Os moradores de Faithful Place querem ele longe, porque ele agora é detetive e o lugar nunca gostou de policiais. Frank só quer descobrir a verdade sobre o que aconteceu com Rosie Daly e ele está disposto a fazer o que for preciso para encontrar as respostas.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O perfume- Patrick Suskind




França, século XVIII. O recém-nascido Jean-Baptiste Grenouille é abandonado pela mãe junto a restos de peixes em um mercado parisiense. Rejeitado também pela natureza, que lhe negou o direito de exalar o cheiro característico dos seres humanos, pelas amas-de-leite e por instituições religiosas, o menino Grenouille cresce sobrevivendo ao repúdio, a acidentes e doenças. Ainda jovem descobre ser dotado de imensa sensibilidade olfativa e parte em busca da essência perfeita, do perfume que lhe falta para seduzir e dominar qualquer pessoa. Nessa busca obsessiva, ele usurpa a essência dos corpos de suas vítimas.

O diário de uma submissa- Sophie Morgan




Jornalista independente, de 30 e poucos anos, Sophie Morgan não tem vergonha de admitir que tem gostos sexuais excêntricos. Entre quatro paredes — mas só entre quatro paredes, que fique claro desde o início —, ela gosta de ser submissa. Desde bem jovem ela passou a notar que pensava bastante em sexo. Também percebeu o quanto algumas experiências inusitadas mexiam com ela de uma maneira profunda. Mas foi só na faculdade que ela começou a viver experiências consideradas fora do padrão e notar o quanto aquilo tudo lhe proporcionava um enorme prazer. Depois de viver sua primeira relação sexual sadomasoquista, sem sequer saber direito classificá-la como tal, sente-se definitivamente atraída por esse novo mundo. E após um caso quente e revelador com seu amigo Thomas, é em James que Sophie encontra seu dominador verdadeiro e uma paixão que a leva a testar limites que nem ela mesma poderia imaginar. Ela é uma mulher como outra qualquer, inteligente, carinhosa, sarcástica e que, como ela sempre faz questão de dizer, com uma família amorosa e presente. Mas muito cedo começou a perceber que seu interesse sexual não era tão convencional assim e aquilo que a excitava não era o que excitava suas amigas. Na verdade, tinha certeza de que as deixaria chocadas. Mesmo gostando de ser submissa, Sophie precisa tomar cuidado ao externar essa faceta. Por receio de ser julgada, ela tem que saber muito bem com quem e como falar sobre isso. “Ser uma mulher submissa dá a sensação de algo politicamente incorreto, mas é minha escolha e eu tenho a liberdade de fazê-la”, diz, alertando para os estereótipos prejudiciais em relação aos que praticam o sadomasoquismo. Sophie reconhece que o megasucesso da saga Cinquenta tons de cinza tem contribuído de forma expressiva para a popularização da prática sadomasoquista, mas garante que a última coisa que pretende ser é pervertida. Na vida profissional e social, ela é uma mulher responsável, competitiva, preocupada com suas contas e com algumas gordurinhas indesejáveis. Enquanto é teimosa e independente no dia a dia, tem um outro lado que só aflora quando confia no parceiro com quem vai jogar.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O segundo suspiro-Philippe Pozzo di Borgo



Philippe Pozzo di Borgo era um executivo de sucesso e herdeiro de duas tradicionais famílias francesas. Porém, em 1993 sua vida sofre uma reviravolta dramática quando, após um acidente de parapente, ele fica tetraplégico. Na mesma época, sua mulher, Béatrice, enfrenta uma doença terminal. Em meio à dor, Pozzo di Borgo isola-se em sua luxuosa casa em Paris e passa a ter como acompanhante o argelino Abdel, genioso e desinibido com as mulheres – mas que, por trás de sua fachada temperamental, também sofre da solidão e da sensação de deslocamento. Entre o aristocrata e seu “diabo guardião”, surge uma inesperada camaradagem que transforma suas vidas. Abdel introduz em seu cotidiano a aventura e o imprevisível, e Pozzo di Borgo descobre que, mesmo nas mais adversas das condições, é possível cultivar um intenso apetite pela vida, voltar a amar e ser amado. Irônico e brutalmente honesto, o depoimento de Pozzo di Borgo inspirou o filme Intocáveis, de Olivier Nakache e Éric Toledano. Lançada em novembro de 2011, a comédia dramática se transformou em um verdadeiro fenômeno de bilheteria.